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O Direito à Cura
O Direito à Cura
12/07/2012

Todos nós já paramos para nos analisar no espelho, observar a forma do corpo, o desenho dos músculose os movimentos que somos capazes de fazer, mas quase ninguém pensa como isso funciona para nos manter vivos e saudáveis.É difícil entender que o corpo tem uma capacidade inata de diagnóstico, organização e regeneração.Ossos quebrados se consolidam novamente, cortes são cicatrizados, vírus e bactérias, eliminados pelas células de defesa.Essa capacidade inata é um aliado e tanto.Para o paciente é o poder de viver melhor em qualquer situação.Mesmo numa doença grave, cuja cura é um horizonte muito distante, é possível encontrar formas de ter um cotidiano melhor, de sentir-se mais disposto, mais equilibrado emocionalmente, mais em paz com a natureza que é o próprio corpo.

Trata-se de uma ruptura com a atitude paternalista do médico, que tem se refletido em pacientes passivos.É necessário difundir um modelo em que o paciente entenda que é ele que age, reage e se reorganiza.A medicina integrativa tem como objetivo tratar a doença de maneira rápida e agressiva quando necessário, assim como a medicina convencional o faz, mas busca sempre o corpo como aliado, potencializando, até onde for possível, a capacidade inata de nos mantermos saudáveis e reagir a doenças.O médico pode retirar a vesícula de um paciente, mas é ele, seu corpo, que se organiza para se recupar e continuar em funcionamento sem ela.

Novamente, trata-se de uma mudança de paradigma.Enquanto na medicina convencional a recuperação ocorre fora do contexto mente-corpoe e é vista como algo dado ao paciente pelo médico ou pelos medicamentos, numa espécie de varinha de condão especial, a medicina integrativa entende que a recuperação ocorre integrada ao contexto mente-corpo e requer a participação ativa do paciente

(Fonte: Medicina Integrativa : a cura pelo equilíbrio de Paulo de Tarso Lima)